Gozando do privilegiado acesso à informação sobre os recursos naturais do país, um grupo de gestores públicos de topo do sector extractivo em Moçambique tem constituído alianças empresariais entre si, seus ex-colegas e com ex-ministros. É na Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), empresa pública, e no Ministério dos Recursos Minerais (MIREM) que mais pontificam essas conexões entre gestores técnicos e políticos.
É mais uma das configurações, com selo de conflitos de interesses e tráfico de influências, que caracterizam as estratégias empresariais da elite do sector público nacional.
Esta investigação do CIP, realizada desde o segundo semestre do ano passado, foi originalmente publicada na edição de Janeiro de 2012 da Newsletter do CIP, e constitui parte de uma série de Investigações jornalísticas em cursos sobre os interesses em torno deste lucrativo sector.
Em anexo, o relatório da investigação , no seu original em português e respectiva versão em língua inglesa. |