Temos sido perguntados em que é que, de facto, diferimos das restantes ONGs
cujo trabalho está centrado na governança, na anti-corrupção e na
integridade. No caso concreto de Moçambique, onde existem poucas ONGs da área,
essa pergunta tem sido feita no sentido de se saber se o Centro de Integridade
Pública não será “mais uma dessas ONGs”...?
A resposta é “não”.
►Em primeiro lugar, somos diferentes porque baseamos o nosso trabalho
na pesquisa empírica e não em informações produzidas por terceiros. Temos
vindo a fazer pesquisa qualitativa sobre corrupção, identificando as
oportunidades e os riscos, chamando a atenção para o tipo de reformas
necessárias. Não baseamos o nosso trabalho em inquéritos sobre percepções,
mas em estudos que procuram identificar a natureza das práticas corruptivas e
o perfil das trocas, etc.
►Em segundo lugar, temos uma forte componente de adocacia e
formação. Parece-nos urgente fornecer aos actores sociais as ferramentes de
conhecimento e acção para que eles tomem o controlo do seu próprio destino.
A advocacia e a formação que temos realizado possibilita esse objectivo.
►Em terceiro lugar, somos diferentes porque fornecemos informação.
A informação é um instrumento importante para que a sociedade compreenda
melhor as possibilidades que têm de exigirem a prestação de contas; também
é um instrumentos para que os poderes públicas percebam que a prestação de
contas e a transparência é um requisito básico da governação democrática;
para que todos percebam que a transparência não é um fim em si, mas uma
forma de viabilizar a participação da sociedade no processo de
desenvolvimento.
►Em quarto lugar, somos uma organização independente de quaisquer
poderes e que se consegue exprimir livremente. Não estamos amarrados a
nenhuma força política, a nenhum poder económico. O nosso partido é o bem
público. Somos uma organização genuínamente moçambicana, mas que
compreende os contextos locais e globais dos problemas da humanidade.
►Em quinto lugar, não somos “mais uma dessas ONGs...”. Apostamos
na transparência interna, na prestação de contas de forma clara e
pontual...por isso é que, nesta fase, apostamos fortemente na componente
Desenvolvimento Institucional, a qual permite que tenhamos capacidade para
gerir a nossa própria organização tendo em conta os padrões mais exigentes
de gestão.▄