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Reduzir a corrupção nos exames extraordinários
(01/07/2007)
O CIP está a preparar uma campanha de marketing social cujo objectivo é consciencializar a sociedade e as autoridades governamentais contras as práticas corruptas nos exames extraordinários do sistema de Educação.
Este ano, os primeiros exames extraordinários vão ter lugar entre os dias 23 e 27 de Julho de 2007. Os exames os visam avaliar os alunos que se encontram fora do ensino normal por diversas razões, sendo esta uma oportunidade para estes alunos conseguirem os seus certificados de mudança de nível.
O exame extraordinário é uma grande fonte corrupção. Primeiro, porque o perfil de alunos que recorre a estes exames é de jovens com alguma capacidade financeira, já estão no mercado do emprego e procuram a todo o custo um certificado. Apercebendo-se desta situação, muitos professores recusam entrar de férias para que possam vigiar os exames. Neste processo de vigia de exames, verifica-se a troca corrupta, onde professores facilitam os exames aos alunos. Por outro lado, a maior parte dos alunos que recorrem aos exames extraordinários não passam de classe, o que faz com que procurem subornar os professores.
A campanha será realizada através da inserção de spots audio-visuas na rádio e televisão e publicação de cartazes nalguns órgãos de comunicação social escritos.
A campanha, visa, entre outros, os seguintes objectivos:

- alertar o examinando (a) para que não compre valores, para que não compre passagens em troca de dinheiro; e, sobretudo as alunas, para que recusem qualquer forma de assédio sexual em troca de uma passagem de classe;
- alertar os professores que vigiam os exames para não fornecerem dicas aos examinandos em troca de dinheiro;
- apelar para que os exames extraordinários sejam um momento livre de trocas corruptas;
- alertar as inspecção de Educação para que fique atenta à práticas corruptivas e investigue e sancione as práticas de que tiver conhecimento.
- alertar para o facto de que pagar e dar subornar é crime e dá cadeia.

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